Destaque

Pesquisadora de Pelotas está entre os 20 melhores cientistas de psicologia do Brasil

Ranking classifica os especialistas conforme a relevância de seus trabalhos para outras pesquisas; estudos foram realizados em atendimentos no Município

Foto: Divulgação - Karen já conta com 3.697 citações e 190 publicações

Professora e pesquisadora do curso de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Karen Jansen foi destacada pelo site research.com como uma dos 20 melhores pesquisadores de sua área no Brasil. Dentre suas publicações está o estudo que identificou a conversão de quadros depressivos em transtorno bipolar e a remissão da depressão leve e moderada com apenas oito sessões psicoterapeutas. Ambos os estudos foram realizados em atendimentos a 903 pacientes do Município.

Para a classificação dos melhores cientistas de diversos países, o site leva em consideração uma razão entre o número de artigos publicados e a quantidade de citações desses trabalhos em outras pesquisas para determinar a relevância dos estudos. Segundo a plataforma, Karen já conta com 3.697 citações e 190 publicações, se tornando a 19ª colocada no ranking nacional. "Para o pesquisador hoje em dia não importa somente ter um grande número de artigos publicados, mas o quanto eles são lidos e usados como referência para outros pesquisadores", explica a docente.

Pesquisadora há 12 anos, a psicóloga realiza estudos voltados para os temas de Psiquiatria, Transtorno Bipolar, Psicologia Clínica e Transtorno Depressivo Maior. No ambulatório de pesquisa e extensão da UCPel, voltado aos atendimentos da população em geral, Karen e o grupo multidisciplinar de pesquisa que faz parte realizam avaliações sobre mudanças de humor, depressão e bipolaridade. "Tanto os parâmetros biológicos relacionados que poderiam de alguma forma representar a patologia sobre o desenvolvimento do transtorno e também a progressão dos transtornos de humor", diz.

Em uma das pesquisas, o grupo descobriu que 12,4% das pessoas atendidas no ambulatório com quadros depressivos progrediram para diagnósticos de transtorno bipolar. Foram 585 pessoas avaliadas em um acompanhamento que durou três anos. Conforme explica Karen, o diagnóstico de depressão pode ser remissivo, já a bipolaridade é uma doença crônica. "Não é nada bom converter de um transtorno depressivo para um bipolar porque ele tem consequências mais impactantes na vida do indivíduo, a pessoa vai ter o diagnóstico para sempre e ela vai ciclar entre episódios depressivos e de hipomania ou mania", destaca.

Diante desse resultado, agora a pesquisadora busca identificar alterações neuroquímicas que justifiquem a progressão desses quadros clínicos, bem como as relações da alteração da microbiota intestinal com o humor. Além das evoluções dos quadros clínicos, o grupo de estudo avalia desde a fisiopatologia dos transtornos de humor até intervenções psicoterapêuticas que podem de alguma forma regular essas alterações identificadas.

Já nas pesquisas com pacientes com quadros leves a moderados de depressão, Karen conta que em um dos projetos os psicólogos chegaram à conclusão de que o quadro clínico responde bem com apenas oito sessões de psicoterapias, sem a necessidade de medicação. "Usamos duas abordagens: terapia cognitiva comportamental e psicodinâmica e psicanálise, as duas terapias são bastante eficazes", diz.

A abordagem inibe a evolução para um quadro depressivo mais grave, em que há sintomas psicóticos, risco de suicídio, entre outros. "E onde pode colocar a vida em risco e acaba precisando de uma intervenção farmacológica", conclui. Para o estudo foram atendidas mais de 200 pessoas no ambulatório. Os pacientes foram separados em dois grupos e atendidos com abordagens de tratamento diferentes, como conclusão, os pesquisadores descobriram que ambos os modelos terapêuticos foram eficazes na remissão dos sintomas depressivos.

Nova pesquisa
O grupo de pesquisa que Karen faz parte dará início a um novo estudo, que visa oferecer tratamento gratuito a pessoas com transtorno depressivo. De acordo com a docente, será um atendimento psicológico com duração de dois a três meses na modalidade presencial e online. Os interessados em participar, devem acompanhar a divulgação do formulário de inscrição, que ocorrerá em breve, no site e instagram da Universidade Católica de Pelotas.

Sintomas
Pessoas com transtorno depressivo apresentam tristeza ou humor deprimido, dificuldade em sentir prazer em atividades, bem como prejuízos no sono e na alimentação. Entre outros sinais estão a dificuldade de concentração, cansaço ou falta de energia, culpa excessiva ainda pensamentos relacionados à morte.

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